Mostrar mensagens com a etiqueta Insólitos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Insólitos. Mostrar todas as mensagens

11.11.15

a notícia tinha de ser muito boa

Para estar no carro a abanar-se em modo sábado à noite e a balancear a cabeça de um lado para o outro enquanto gesticulava com os lábios! Só faltou largar as mãos do volante para começar a bater palmas... e podia tê-lo feito porque estávamos num pára-arranca dos diabos. A mim só me faltou largar as mãos do volante, mas para esfregar os olhos só para ter a certeza de que estava a ver bem. 

15.6.15

há quem pense assim

Tenho um carrão (o que até é algo comum por estas bandas) e por isso posso deixar o meu carrão no meio do estacionamento e o resto que se lixe.

26.5.15

há muito que não me acontecia isto

Oito da matina. Estou a tirar o pequeno do carro e nisto oiço atrás de mim num tom bem-disposto, vais para a escolinha? Volto-me e vejo uma senhora na casa dos 60 ou 70 a caminhar na nossa direção. Toda ela uma senhora! : ) 

O verdadeiro motivo da saudação não tardou em revelar-se. A menina dá-me boleia até ao BPI? 

Ainda surpreendida disse-lhe que sim, mas que teria de esperar até entregar o miúdo. Ela não se importou... Lá fomos. Ela a indicar-me o caminho porque apesar de viver numa cidade minúscula e de já ter passado pela rua milhentas vezes não me lembrava onde era o banco. Eu muito crente a pensar que a senhora, até pelo aperalto da coisa, ia ao banco resolver uns assuntos (e que deviam ser importantes dado a hora), mas qual quê? Pelo caminho disse-me que ia tomar o pequeno-almoço. Ia todos os dias, quase à mesma hora e sempre ao mesmo sítio. Uma vizinha costumava levá-la, mas hoje não podia.

Depois de a deixar sorri para comigo mesma. São, de facto, as pequenas coisas que nos sustem.

24.4.15

conversas de outro mundo (como só eles sabem ter)

Pipoca: - E se estiver muito apertadinho e muito aflitinho como é que as pessoas que estão mortas fazem xixi?

Pai: - Quem está morto não faz xixi, nem come, nem tem sede...

Pipoca: - E para onde é que vão as pessoas mortas?

Pai: - Para debaixo da terra. (já o estou a imaginar uma cidade inteira debaixo da terra...)

Pipoca: - Ui, então estar morto é mau. Tu queres morrer?

Pai: - Não.

Pipoca: - E a mãe, a mãe quer morrer?

Pai: - Não.

Pipoca: - Eu não quero morrer!

8.4.15

Daquelas coisas...

Acabo de me sentar em frente ao computador e zás... Lembro-me que neste dia e a esta hora devia estar noutro lugar... Dá para acreditar!!! (Só a mim!!) Estou a ficar choné... ou então é a falta de cafeína. (jesus, vai de mal a pior andei à luta com os neurónios e acabei por ter de pedir ajuda porque queria falar em sintomas de abstinência...)

3.12.14

Anda que é para aprenderes!


Era um dia soalheiro de inverno. Frio como só Madrid consegue ser. Acabara de estacionar o carro mesmo à porta de casa depois de uns toques e retoques atrás e à frente que o espaço para estacionar era resvés campo de ourique... Não ponham essas caras... Já diz o ditado "em Roma sê romano".

Subi apressadamente, atirei as coisas para cima da secretária e saí. Supermercado! Sim, faltavam umas quantas miudezas... Ao voltar (não sei por que motivo) fitei o olhar no carro e apercebi-me de uma ligeira inclinação... Ups... pneu vazio... pneu vazio... o meu cérebro parecia a sirene de uma ambulância de tão repetitivo e assustado.

E agora?! Sem dar por isso fiquei a contemplar o pneu "esmagado" contra o chão. Nos primeiros instantes não consegui pensar em nada e nos  minutos seguintes em nada pensava... E agora? E agora? Nunca mudei um pneu... Está tudo longe..., está a anoitecer...

Nisto, porque assistira ao sucedido ou por casualidade saiu um senhor muito bem posto, com roupa de domingo já nos seus cinquentas e tais e perguntou "tem macaco e chave?"

Já sabem qual foi o meu pensamento "uf, estou safa!"

Tenho sim! - respondi super entusiasmada e agradecida. Abri a mala, retirei o macaco e a chave. Ele continuou imóvel.

Quando me viu reaparecer assinalou com o indicador o local para "encaixar" o macaco. Sim, pelos vistos há um sitito concreto para colocar o macaco... Eu, como boa aluna, lá fiz. Comecei a pensar "olha o gajo... e o cavalheirismo onde é que está... que cromo (para não dizer outras coisas... sim, sim isso que estão a pensar)... e sou eu quem vai mudar o pneu...?!"

Ainda estava num estado de incredulidade quando ouvi "agora pegue na chave e comece a rodar para desapertar o pneu" Se não conseguir ponha o pé em cima!!!!" O quê? Será que ouvi bem? E ele vai ficar ali parado?! Só a mim... Só me saem cromos na rifa (bociferavam vozes coléricas dentro de mim) Mas assim foi.

Pois é, não sei se em Portugal seria possível assistir a algo semelhante. Estou convencida de que não...

Quando penso nisso não consigo deixar de me rir... ;-)
Não dês o peixe, ensina a pescar!