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28.11.16

Mimar através da comida

Há já muito anos por sugestão da então professora de Filosofia li o livro Como Água para Chocolate de Laura Esquivel.

Na altura pareceu-me uma história, aparentemente banal, mas com rasgos surrealistas.... Seria possível transmitir tantas emoções através da comida?

Agora passados uns bons anos sinto que as horas a fio dedicadas a preparar um prato, a experimentar, a ler, a pesquisar são mais uma prova da nossa dedicação, do nosso amor pelo outro. Agora entendo que através da comida também é possível demonstrar sentimentos. E quando em troca recebemos um espontâneo e sincero "obrigado pelo almoço" ou um "a sopa estava deliciosa", o coração enche-se de alegria.


Pequeno-almoço delicioso

Puré de maçã com canela

1 colher de iogurte grego natural

nozes partidas

14.2.16

olha a granola, é pró menino e prá menina


Quem me incutiu o bichinho foi uma colega de trabalho que é toda dada a estas coisas da alimentação saudável e combinações perfeitas e horas apropriadas e, etc, etc, etc...

Os frutos secos já por cá andavam, assim como as sementes disto e daquilo. Um dia decidi-me e comecei a misturar sem muita precisão os ingredientes. Aliás, continuo a fazer granola a "olhometro" e não é à mistura que, normalmente, tenho de estar mais atenta, mas sim ao tempo em que está no forno, para não ficar nem muito torrada nem muito mole...

Se quiserem experimentar a receita é mais ou menos assim:
  • flocos de aveia (duas chávenas de chá, todos os restantes ingredientes a gosto)
  • nozes partidas
  • amêndoa partida
  • castanhas do maranhão  
  • sementes de girassol
  • sementes de linhaça
  • sementes de sésamo
  • mel q.b só para envolver (dica: levar ao microondas para envolver melhor)
Vai ao forno a tostar e não torrar. Depois junto passas partidas muito pequeninas ou lascas de coco e et voilá habemus cereais para o pequeno-almoço ou para o lanche.


 

17.11.15

aposto que não sou a única

a ir espreitar o pequeno antes de ir dormir. 

(E estas são as pequenas grandes coisas da vida.)

13.11.15

Não faço questão...

Porque é sexta-feira.
Porque é dia 13.
Porque TUDO passa
[e] rápido demais.
Porque "o tempo voa do berço até ao caixão"


12.11.15

a kind of Bridget Jones

Estes dias dei por mim a pensar que era uma espécie de versão da Bridget Jones... Tinha traçadas algumas mudanças para este ano, mas mais pareço um político em plena campanha eleitoral.

Estava a caminhar para o abismo e decidi não dar o passo em frente... ; )

Semana 1: [Esta é a semana que está a decorrer]
Dedicar SEMPRE tempo para brincar com o pequeno ao chegar a casa
Reanimar a programação das refeições (faço ao domingo em 5 minutos)
Manter a casa qb organizada antes de ir dormir

Semana 2:
Manter todas as anteriores
Introduzir alterações à alimentação (perder peso era um dos objetivos, mas em vez disso desde que comecei a estar quase 8 horas sentada ao computador o efeito foi mesmo o contrário)
Dormir no mínimo 7 horas por dia

Semana 3:
Manter todas as anteriores
Levantar-me todos os dias às 6
Começar a prática frequente de atividade física
Ler durante a hora de almoço

Semana 4:
Manter todas as alterações

Semana 5:
Avaliar o cumprimento do plano, os possíveis desvios e as causas

 









11.11.15

carta da mãe ao Pai Natal

Querido Pai Natal,

Já tenho a casa a abarrotar de brinquedos que embora sejam engraçados e úteis (uns mais do que outros) não têm grande uso... Além disso, já sei que o outro Pai Natal, o da escola, vai oferecer brinquedos e talvez haja um outro Pai Natal que tenha essa mesma ideia... Não me leves a mal nós gostamos de brinquedos. Ele gosta de brinquedos, sobretudo agora que já começa a querer escolher... Os preferidos? Puzzles, livros de histórias, legos... Mas também roupa, calçado, um simples miminho... Mas com muito amor.

Um, dois,... Vá três! Não muito mais do que isso. Podes falar com os outros Pais Natais?


são martinho

Hoje é dia de São Martinho.
Da rica castanha assada,
do pão e do vinho.
Haverá maior doçura?

Reza a tradição
que estes são dias de verão
de escrevinhar umas quadras
que podem ser de amor ou de diabruras.

Ao som da concertina
Entre saltos à fogueira
Contava-se a história
Da riqueza verdadeira.







10.11.15

o mundo aos pés

Depois de muitas tentativas e frustração, acabei por conseguir exatamente aquilo que andava à procura.

Um tapete giro (a foto não lhe faz justiça!), antiderrapante, educativo, extremamente leve e muito fácil de lavar. Tudo o que uma mãe quer! ; )






7.11.15

doces amanheceres

um beijo, um sussurro,
um abraço.
o sorriso, os sorrisos.

os bons dias.
a complacência das horas.
amenos recomeços
ao sabor do agora.










2.7.15

não corri, arrastei-me (mas já é alguma coisa)

Há umas semanas que andava às voltas com a ideia de me levantar às seis da manhã para aproveitar os dias soalheiros e chegar à hora do pequeno-almoço com o exercício matinal feito e banho tomado... Ainda não foi desta! Levantei-me tarde. Já eram quase oito. Andei às voltas, indecisa entre ir correr ou entregar-me à brandura das horas. Acabei por ir. Correr não corri (muito), mas caminhei em passo apressado em jeito de aquecimento para os próximos dias... Isto se a minha persistência vencer a preguiça! Como motivação institui no calendário o visto verde para quando me porto bem. Um já cá canta! Não há nada como uma referência visual para motivar. ;-)

A ideia é juntar à piscina - à qual confesso ando a fazer greve há já algum tempo - a corrida ou a bicicleta e assim cumprir com a dose diária de exercício físico: 45 minutos visto que nos primeiros 15 o que vai é o açúcar e a gordura só começa a derreter a partir daí...

O objetivo é manter o plano por 4 a 6 semanas - vamos lá ver se é suficiente para consolidar rotinas e práticas - e ver se há mudanças no que toca à vitalidade e à energia que este ano anda aos trambolhões... Claro que se houver mudanças no plano físico tanto melhor! Isto e controlar a boquinha, óbvio, para ver no que dá. Nada de loucuras. Só tentar ser mais saudável para ver até que ponto isso me faz sentir melhor, com mais pica.

23.6.15

noite de S. João

Hoje vou pró São João
Sem arco, nem balão
Mas contigo pela mão
Comer sardinha e pão!

Hoje vou pró S. João
Sem alho-porro, nem martelo
Contigo no coração
Não há maior folião!

Hoje vou pró S. João
Sem manjerico, nem fogueira
Com boa disposição
Haja fogo à maneira!







quando o lado verde ataca

Houve polémica. Aliás, como convém. Falou-se em boicote à nutela. Pelos vistos o que se queria falar era de exploração e consumos excessivos. [Ai era?] Houve um pedido formal de desculpas. Fim da história. 

Há polémica. Aliás, deveria haver. Fala-se em extinção em massa, alterações climáticas drásticas, escassez de água, de comida...  Pelos vistos o que se falou foi de interesses económicos e financeiros. [Ai sim?] Coisas de extrema importância. Há uma apatia generalizada. Fim da História (da nossa).

Eu avisei. O lado verde quando ataca, é com força. 

Mas não, não sou desses defensores acérrimos do ambiente. Não vivo no meio do nada com o que a Natureza dá, numa casa de madeira com decoração rudimentar (embora a decoração da minha casa até seja minimalista). Aliás, o pouco que fazemos é reciclar [defendo que devíamos ver revertidos na conta do lixo alguma coisa por reciclar (afinal ganham milhões), mas acho que isso não é desculpa para não o fazer] e compostagem (porque temos espaço, é verdade). Tentamos gastar pouca luz (pelo ambiente e pela carteira) e aplicar poucos pesticidas e herbicidas na horta (pelo ambiente e pela saúde). Ah, e estamos a tentar reduzir o consumo... Acho que é isto! 

Se acho que a senhora teve razão em alguma coisa do que disse? Mas o que foi que ela disse, afinal? Há o que se diz. Há o que a comunicação social (ou os outros) dizem que dissemos. Há o que as pessoas pensam que dissemos... No meio de tudo isto: Consumimos demais. Produzimos demais. Exploramos demais. 

é sempre tempo






de parar, reconsiderar e recomeçar
de reorganizar e avançar
de refazer, de sonhar
de querer, de abraçar
de libertar, de sorrir
de acreditar, de viver
de Amar.

22.6.15

elas... meninas, eles... meninos

Diz-se que os homens têm uma predileção por meninos e as mulheres por meninas. Será para transmitir "os ensinamentos", as coisas de homem e as coisas de mulher. Não sei... Nem sei se realmente é assim: elas... meninas, eles... meninos.

Por isso, depois de confirmar que tudo está bem o que se quer saber é: menino ou menina?

Há de tudo! Há os que choram. Há os surpreendidos. Há os "parabéns, vai ter um casal.... (minutos depois) de rapazes!" (vêm como os médicos também conseguem ser brincalhões e ter sentido de humor). Há quem responda com um "vou ter uma nora", Há quem fique com cara de pânico (normalmente estes são os pais de gémeos!)... Há um que fica feliz e o outro também, mas...

É que os "ideais" da maternidade já lá estão. O ideal é ter, pelo menos, dois. O ideal é tê-los com uma diferença de poucos anos: aí 3 ou 4. O ideal é ter um rapaz e uma rapariga. O ideal é darem-se bem... O ideal...  O ideal...

Como na maior parte das vezes ficámos aquém do ideal levámos logo com o primeiro prémio de consolação: "Que venha com saudinha". Bem sei que não é prémio de consolação nenhum. É o ideal! É o essencial!

Por cá foi assim: ela... menino, ele... menina. Razões? Acho que nenhum sabe verdadeiramente explicar os motivos... Mas eu só de pensar na adolescência arrepiava-me toda... Assim serei mais mediadora de testosterona do que alvo de ataque (pelo menos é o que espero... hehe)! 

Eu fiquei feliz! Ele também! Como diz outro clássico dos prémios de consolação "é o primeiro, tanto faz!"

atividades extra (sim ou não?)

Gosto de pensar que consigo ser equilibrada no que toca às escolhas que faço em relação ao pipoca. Às vezes duvido. Não tanto das decisões, mas do timing. O que estabeleci para mim foi um máximo de duas atividades extra, de preferência uma desportiva e uma artística.

Com pouco mais de um ano e sem contraindicações começou a adaptação ao meio aquático. Eu, ele e 30 minutos de muita cumplicidade. Corria tudo muito bem! Ele delirava com aquilo! Um ano e tal depois deixámos de ir porque o que antes era festa e diversão transformou-se em choro e apatia. Entendi que não devia forçá-lo... O que não queria é que ele desenvolvesse sentimentos de obrigação e ódio à piscina. Uns bons meses depois comecei a ir eu. E uns tantos meses depois começou a dizer que também queria ir. Voltei a inscrevê-lo a duas semanas de fazer 4 e para já está a correr muito bem. Quando está mais de um fim de semana sem ir faz questão de lamentar-se com um "agora nunca vamos, nunca vamos..." 




Quando deixou a piscina inscrevi-o na Iniciação Musical! Por tudo que dizem da música: que ajuda na atenção, concentração, coordenação motora, desenvolvimento do sentido estético, etc, etc Também na música passou pela fase do "não gosto, não quero mais", mas não cheguei a desistir.  Foi coisa de dois meses e passou. Como já é mais crescido vou tentar uma estratégia diferente: para o ano passá-lo das aulas de grupo para as individuais para ver que tal. 




Às vezes acho que talvez tenha começado tudo cedo demais... Às vezes também penso que estas reações também podem acontecer aos 5 ou 6 anos... Vou experimentado, ele vai experimentado e vou vendo...


O que não tem mão minha é o gosto por cavalos. A primeira vez que se pôs em cima de um cavalo foi numa demonstração da GNR. Umas voltitas, nada de especial. No verão passado andou pela primeira vez a cavalo e este fim de semana repetiu umas 4 ou 5 vezes. (Tive mais medo eu lá em cima do que ele) Já queria um cavalo em casa e tudo... E não, não estou a pensar colocá-lo em aulas de equitação... Pelo menos enquanto o Senhor Fernando tiver a amabilidade de o ensinar. ; )

17.6.15

uma casa com alma

Com cheirinho a São João, aqui está o meu primeiro arranjo floral. :-) 

Flores e paredes com arte e história era algo a que me tinha proposto este ano para tornar a casa mais nossa. 



nem só em alto-mar se encontram tesouros

Agora que os dias estão maiores, mais quentes e que o pimpolho aguenta melhor das canetas já podemos voltar às boas, velhas caminhadas (aquelas do tempo em que ainda éramos só nós os dois).

Ontem lá fomos nós explorar a área à procura de tesouros. Não havia maneira de aparecer nada... Acabou por agarrar em duas pinhas, mas nem satisfeito, nem convencido.

Uns passos mais à frente encontrou a varinha mágica que teve o poder de transformar o contentor do lixo num cavalo, o pai numa ovelha e a mãe num camelo. : )


o garotinho


Talvez não seja tão utópico assim tentar ser os melhores pais do mundo. Claro que nunca seremos os melhores pais para todo o mundo, mas o mundo todo não é nosso filho. Há as coisas básicas como os cuidados de higiene, saúde, alimentação..., mas depois há um EU para conhecer, amar, respeitar e ajudar a crescer.

aceitar e seguir em frente