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15.6.16

estados de alma...

Com todos e de tudo se pode aprender. Evoluímos, crescemos como pessoas e como seres humanos. Aprendemos a saborear pequenos momentos, a dar valor a nós, aos outros. A sossegar em vez de agitar. A desfrutar. A agradecer. Mudámos...

12.11.15

o bom samaritano

Há tipicamente aquele condutor que é o bom samaritano. Parece que tem sempre tempo para chegar ao destino e azares dos azares é quando precisamente nós vamos em cima da hora porque estivemos 5 minutos que afinal foram 10 a lutar com o despertador acabando por nem dormir, nem fazer o que realmente deveríamos, e agora vamos estouvados a reclamar da boa vontade alheia. Mas há sempre o outro lado... é que se somos nós ali encrencados naquele cruzamento do inferno ou naquela rotunda dos diabos e damos de caras com um bom samaritano já ganhamos o dia, é ou não é?

Como em tudo, depende sempre de que lado da barricada estamos.

11.11.15

a notícia tinha de ser muito boa

Para estar no carro a abanar-se em modo sábado à noite e a balancear a cabeça de um lado para o outro enquanto gesticulava com os lábios! Só faltou largar as mãos do volante para começar a bater palmas... e podia tê-lo feito porque estávamos num pára-arranca dos diabos. A mim só me faltou largar as mãos do volante, mas para esfregar os olhos só para ter a certeza de que estava a ver bem. 

uma questão de lógica


Eu quero o cogumelo. Sabes porquê?

Não...

Porque é o Chefe.

Ai é?

É! Olha (aponta com o dedo) não vês aqui uma coroa!

7.11.15

doces amanheceres

um beijo, um sussurro,
um abraço.
o sorriso, os sorrisos.

os bons dias.
a complacência das horas.
amenos recomeços
ao sabor do agora.










14.7.15

e não volta?

Para dizer a verdade já não sei como é que começou, nem o porquê. 

Quando me apercebi o pai estava a dizer que a mãe ia para a Jamaica [hum... será que está a pensar oferecer-me umas férias surpresa?! Uma escapadinha?! não me parece...] O pipoca lançou um interrogativo "sempre, sempre". Que é como quem diz e não volta?
Porquê, queres que volte?
Sim, porque depois eu tenho muitas saudadinhas da mamã [viram este diminutivo em jeito de carinho e graxa?! está a ficar um especialista!!!] 

30.6.15

por totó é que não

Ontem fecharam a rua. Fecharam parcialmente a rua. Deixaram acesso aos moradores. Puseram o sinal de trânsito proibido. Mas a barreira incompleta e a abertura ali ao certinho a permitir a passagem do carro fez com que 9 em cada 10 condutores desconfiasse do sinal [e numa de vamos lá ver se por acaso não deixaram isto aqui esquecido, não vá eu ser o único a tramar-me feito totó por respeito à sinalização] dando meia volta logo a seguir.

23.6.15

quando o lado verde ataca

Houve polémica. Aliás, como convém. Falou-se em boicote à nutela. Pelos vistos o que se queria falar era de exploração e consumos excessivos. [Ai era?] Houve um pedido formal de desculpas. Fim da história. 

Há polémica. Aliás, deveria haver. Fala-se em extinção em massa, alterações climáticas drásticas, escassez de água, de comida...  Pelos vistos o que se falou foi de interesses económicos e financeiros. [Ai sim?] Coisas de extrema importância. Há uma apatia generalizada. Fim da História (da nossa).

Eu avisei. O lado verde quando ataca, é com força. 

Mas não, não sou desses defensores acérrimos do ambiente. Não vivo no meio do nada com o que a Natureza dá, numa casa de madeira com decoração rudimentar (embora a decoração da minha casa até seja minimalista). Aliás, o pouco que fazemos é reciclar [defendo que devíamos ver revertidos na conta do lixo alguma coisa por reciclar (afinal ganham milhões), mas acho que isso não é desculpa para não o fazer] e compostagem (porque temos espaço, é verdade). Tentamos gastar pouca luz (pelo ambiente e pela carteira) e aplicar poucos pesticidas e herbicidas na horta (pelo ambiente e pela saúde). Ah, e estamos a tentar reduzir o consumo... Acho que é isto! 

Se acho que a senhora teve razão em alguma coisa do que disse? Mas o que foi que ela disse, afinal? Há o que se diz. Há o que a comunicação social (ou os outros) dizem que dissemos. Há o que as pessoas pensam que dissemos... No meio de tudo isto: Consumimos demais. Produzimos demais. Exploramos demais. 

é sempre tempo






de parar, reconsiderar e recomeçar
de reorganizar e avançar
de refazer, de sonhar
de querer, de abraçar
de libertar, de sorrir
de acreditar, de viver
de Amar.

22.6.15

elas... meninas, eles... meninos

Diz-se que os homens têm uma predileção por meninos e as mulheres por meninas. Será para transmitir "os ensinamentos", as coisas de homem e as coisas de mulher. Não sei... Nem sei se realmente é assim: elas... meninas, eles... meninos.

Por isso, depois de confirmar que tudo está bem o que se quer saber é: menino ou menina?

Há de tudo! Há os que choram. Há os surpreendidos. Há os "parabéns, vai ter um casal.... (minutos depois) de rapazes!" (vêm como os médicos também conseguem ser brincalhões e ter sentido de humor). Há quem responda com um "vou ter uma nora", Há quem fique com cara de pânico (normalmente estes são os pais de gémeos!)... Há um que fica feliz e o outro também, mas...

É que os "ideais" da maternidade já lá estão. O ideal é ter, pelo menos, dois. O ideal é tê-los com uma diferença de poucos anos: aí 3 ou 4. O ideal é ter um rapaz e uma rapariga. O ideal é darem-se bem... O ideal...  O ideal...

Como na maior parte das vezes ficámos aquém do ideal levámos logo com o primeiro prémio de consolação: "Que venha com saudinha". Bem sei que não é prémio de consolação nenhum. É o ideal! É o essencial!

Por cá foi assim: ela... menino, ele... menina. Razões? Acho que nenhum sabe verdadeiramente explicar os motivos... Mas eu só de pensar na adolescência arrepiava-me toda... Assim serei mais mediadora de testosterona do que alvo de ataque (pelo menos é o que espero... hehe)! 

Eu fiquei feliz! Ele também! Como diz outro clássico dos prémios de consolação "é o primeiro, tanto faz!"

coisas delas (que aqui) ele faz melhor

Cozinhar!

coisas deles (que aqui) ela faz com mais estilo

Levar o carro à inspeção.

15.6.15

há quem pense assim

Tenho um carrão (o que até é algo comum por estas bandas) e por isso posso deixar o meu carrão no meio do estacionamento e o resto que se lixe.

14.6.15

há domingos assim

De que são feitos os domingos? Os nossos são feitos de família e em família: a nossa ou as nossas.

O dia passa a correr. Não que estejamos sempre a correr de um lado para o outro, mas porque estamos a saborear os momentos do momento; estamos descontraidamente a contemplar os raios de sol que afinal quiseram abrilhantar o dia; estamos distraidamente a conversar sobre banalidades ou seriedades; estamos serenamente a sorrir ante as travessuras, as piadas e as anedotas; estamos desafogadamente a desfrutar de uma pausa; estamos a cantar os parabéns a você e a desejar a todos muitos, mas sobretudo bons anos de vida.

Há domingos assim: de família. Há domingos assim: de festa. Há domingos assim: de cumplicidade e amizade. Há domingos assim: de harmonia e paz. Há domingos assim: de intensa tranquilidade. 

12.6.15

também quero (mas não tive coragem)

Estava a dar um jeito às minhas unhas - não se pode dizer que aquilo fosse fazer as unhas... trabalho inglório é certo. Só me posso dar ao luxo de as exibir ali perfeitas e impecáveis aí um dia ou dois. Já passei pela unhas de gel, mas decidi que havia coisas mais prioritárias em termos de orçamento familiar. É a vida, sempre a tomar decisões. 

Não, hoje não vou falar da minha falta de coragem em fazer unhas de gel ou da minha pseudo forretice em querer economizar esses aeuros... Mas antes, das coisas de menino e menina porque a meio dispara ele:
- Para que é que estás a fazer isso?
- Para ficar mais bonita.
- Eu também quero ficar bonito. Pinta as minhas.

É o que dá ter um vaidoso em casa e não pensar na resposta que se dá. Mas na hora não me ocorreu mais nada... E aqui começou o meu discurso sexista de que isto é coisa de meninas e que os meninos não pintam as unhas - o que não é bem verdade. Certo? E ainda acrescentei que depois os meninos na escola viam aquilo e iam achar muito estranho. 

Como ele não é de desistir à primeira ou, então, achou que a validade dos meus argumentos era questionável, ainda insistiu pintas aqui (nos pés) que assim ninguém vê. Eu ri-me e disse-lhe que depois no fim de semana lhe pintava as unhas. Não me ocorreu na hora, mas bem que lhe podia ter posto um verniz transparente. 

Não me estranha nada que goste de pôr os meus arcos, ganchos e de exibir os sapatos cá por casa. É que as coisas de mulher têm muito mais piada sobretudo nesta idade do fazer de conta.

podia (mas não era a mesma coisa)

    Lá está ela (eu) a pensar que vai mudar o mundo.


Podia ser diferente, mas sou assim: algo idealista. Podia ser de outra maneira? Podia, mas não era a mesma coisa. Posso não mudar o mundo, mas posso contribuir para que haja mudança. Enquanto houver vida, haja esperança.


11.6.15

ovos, cestas e galinhas...


A frase é simples. Como o são todas as ditas da sabedoria popular. [o que os estudos e estudados vêm atestar já as vozes da experiência o disseram. Mas não há nada como um bom discurso e uns quantos gráficos para embelezar e credibilizar a coisa] Apartes à parte, reza a sabedoria popular que um dos segredos para a felicidade (que pode ter muitos outros nomes: por exemplo, equilíbrio emocional) temos de ter em atenção o seguinte: não colocar os ovos todos na mesma cesta. Se vos dissessem isto que leitura faziam da frase? Os ovos o que são? E a cesta?

Depois enquanto escrevinhava ocorreu-me: tipo galinha no choco que para ver vingar todos os seus ovos (se tivesse um em cada cesta) teria de saltar de cesta em cesta para dar a mesma atenção e colocar a mesma dedicação em todas as cestas para que todos os ovos vingassem porque só assim se sentiria completa, realizada... Feliz! 

A chave para o sucesso está em descobrir quantas cestas cada um de nós é capaz de cuidar ao mesmo tempo naquele momento ou de quantas cestas precisa cuidar para se sentir uma super galinha.

[Já chega de conversa de capoeira] 

10.6.15

ó, tu não sabes

É pá, só contava com isto aos 13!

volta tic tac (estás perdoado)

Há coisas irritantes. Uma delas é o som dos ponteiros do relógio. Sobretudo em noites de insónia ou nessas em que o sono teima em esconder-se atrás dos pensamentos... Mas esse problema é muito fácil de resolver: é pegar no dito cujo e enfiá-lo numa gaveta. Assunto resolvido. Se há pior? Há. Estar num local que não é a nossa casa, ter de passar ali umas longas horas e ter um relógio que não ata nem desata pendurado na parede. A determinada altura parece que está a testar a nossa habilidade mental e diz "apanhei-te". Sim porque caímos sempre na ratoeira de fitá-lo à espera que nos diga a quantas andamos. 

28.5.15

uns pegajosos (é o que é)

Ficámos os três a suspirar, cada um para seu lado e à sua maneira, quando um está ausente por uns insignificantes 2 dias.