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14.2.16

olha a granola, é pró menino e prá menina


Quem me incutiu o bichinho foi uma colega de trabalho que é toda dada a estas coisas da alimentação saudável e combinações perfeitas e horas apropriadas e, etc, etc, etc...

Os frutos secos já por cá andavam, assim como as sementes disto e daquilo. Um dia decidi-me e comecei a misturar sem muita precisão os ingredientes. Aliás, continuo a fazer granola a "olhometro" e não é à mistura que, normalmente, tenho de estar mais atenta, mas sim ao tempo em que está no forno, para não ficar nem muito torrada nem muito mole...

Se quiserem experimentar a receita é mais ou menos assim:
  • flocos de aveia (duas chávenas de chá, todos os restantes ingredientes a gosto)
  • nozes partidas
  • amêndoa partida
  • castanhas do maranhão  
  • sementes de girassol
  • sementes de linhaça
  • sementes de sésamo
  • mel q.b só para envolver (dica: levar ao microondas para envolver melhor)
Vai ao forno a tostar e não torrar. Depois junto passas partidas muito pequeninas ou lascas de coco e et voilá habemus cereais para o pequeno-almoço ou para o lanche.


 

12.11.15

a kind of Bridget Jones

Estes dias dei por mim a pensar que era uma espécie de versão da Bridget Jones... Tinha traçadas algumas mudanças para este ano, mas mais pareço um político em plena campanha eleitoral.

Estava a caminhar para o abismo e decidi não dar o passo em frente... ; )

Semana 1: [Esta é a semana que está a decorrer]
Dedicar SEMPRE tempo para brincar com o pequeno ao chegar a casa
Reanimar a programação das refeições (faço ao domingo em 5 minutos)
Manter a casa qb organizada antes de ir dormir

Semana 2:
Manter todas as anteriores
Introduzir alterações à alimentação (perder peso era um dos objetivos, mas em vez disso desde que comecei a estar quase 8 horas sentada ao computador o efeito foi mesmo o contrário)
Dormir no mínimo 7 horas por dia

Semana 3:
Manter todas as anteriores
Levantar-me todos os dias às 6
Começar a prática frequente de atividade física
Ler durante a hora de almoço

Semana 4:
Manter todas as alterações

Semana 5:
Avaliar o cumprimento do plano, os possíveis desvios e as causas

 









7.11.15

doces amanheceres

um beijo, um sussurro,
um abraço.
o sorriso, os sorrisos.

os bons dias.
a complacência das horas.
amenos recomeços
ao sabor do agora.










2.7.15

não corri, arrastei-me (mas já é alguma coisa)

Há umas semanas que andava às voltas com a ideia de me levantar às seis da manhã para aproveitar os dias soalheiros e chegar à hora do pequeno-almoço com o exercício matinal feito e banho tomado... Ainda não foi desta! Levantei-me tarde. Já eram quase oito. Andei às voltas, indecisa entre ir correr ou entregar-me à brandura das horas. Acabei por ir. Correr não corri (muito), mas caminhei em passo apressado em jeito de aquecimento para os próximos dias... Isto se a minha persistência vencer a preguiça! Como motivação institui no calendário o visto verde para quando me porto bem. Um já cá canta! Não há nada como uma referência visual para motivar. ;-)

A ideia é juntar à piscina - à qual confesso ando a fazer greve há já algum tempo - a corrida ou a bicicleta e assim cumprir com a dose diária de exercício físico: 45 minutos visto que nos primeiros 15 o que vai é o açúcar e a gordura só começa a derreter a partir daí...

O objetivo é manter o plano por 4 a 6 semanas - vamos lá ver se é suficiente para consolidar rotinas e práticas - e ver se há mudanças no que toca à vitalidade e à energia que este ano anda aos trambolhões... Claro que se houver mudanças no plano físico tanto melhor! Isto e controlar a boquinha, óbvio, para ver no que dá. Nada de loucuras. Só tentar ser mais saudável para ver até que ponto isso me faz sentir melhor, com mais pica.

23.6.15

quando o lado verde ataca

Houve polémica. Aliás, como convém. Falou-se em boicote à nutela. Pelos vistos o que se queria falar era de exploração e consumos excessivos. [Ai era?] Houve um pedido formal de desculpas. Fim da história. 

Há polémica. Aliás, deveria haver. Fala-se em extinção em massa, alterações climáticas drásticas, escassez de água, de comida...  Pelos vistos o que se falou foi de interesses económicos e financeiros. [Ai sim?] Coisas de extrema importância. Há uma apatia generalizada. Fim da História (da nossa).

Eu avisei. O lado verde quando ataca, é com força. 

Mas não, não sou desses defensores acérrimos do ambiente. Não vivo no meio do nada com o que a Natureza dá, numa casa de madeira com decoração rudimentar (embora a decoração da minha casa até seja minimalista). Aliás, o pouco que fazemos é reciclar [defendo que devíamos ver revertidos na conta do lixo alguma coisa por reciclar (afinal ganham milhões), mas acho que isso não é desculpa para não o fazer] e compostagem (porque temos espaço, é verdade). Tentamos gastar pouca luz (pelo ambiente e pela carteira) e aplicar poucos pesticidas e herbicidas na horta (pelo ambiente e pela saúde). Ah, e estamos a tentar reduzir o consumo... Acho que é isto! 

Se acho que a senhora teve razão em alguma coisa do que disse? Mas o que foi que ela disse, afinal? Há o que se diz. Há o que a comunicação social (ou os outros) dizem que dissemos. Há o que as pessoas pensam que dissemos... No meio de tudo isto: Consumimos demais. Produzimos demais. Exploramos demais. 

é sempre tempo






de parar, reconsiderar e recomeçar
de reorganizar e avançar
de refazer, de sonhar
de querer, de abraçar
de libertar, de sorrir
de acreditar, de viver
de Amar.

22.6.15

atividades extra (sim ou não?)

Gosto de pensar que consigo ser equilibrada no que toca às escolhas que faço em relação ao pipoca. Às vezes duvido. Não tanto das decisões, mas do timing. O que estabeleci para mim foi um máximo de duas atividades extra, de preferência uma desportiva e uma artística.

Com pouco mais de um ano e sem contraindicações começou a adaptação ao meio aquático. Eu, ele e 30 minutos de muita cumplicidade. Corria tudo muito bem! Ele delirava com aquilo! Um ano e tal depois deixámos de ir porque o que antes era festa e diversão transformou-se em choro e apatia. Entendi que não devia forçá-lo... O que não queria é que ele desenvolvesse sentimentos de obrigação e ódio à piscina. Uns bons meses depois comecei a ir eu. E uns tantos meses depois começou a dizer que também queria ir. Voltei a inscrevê-lo a duas semanas de fazer 4 e para já está a correr muito bem. Quando está mais de um fim de semana sem ir faz questão de lamentar-se com um "agora nunca vamos, nunca vamos..." 




Quando deixou a piscina inscrevi-o na Iniciação Musical! Por tudo que dizem da música: que ajuda na atenção, concentração, coordenação motora, desenvolvimento do sentido estético, etc, etc Também na música passou pela fase do "não gosto, não quero mais", mas não cheguei a desistir.  Foi coisa de dois meses e passou. Como já é mais crescido vou tentar uma estratégia diferente: para o ano passá-lo das aulas de grupo para as individuais para ver que tal. 




Às vezes acho que talvez tenha começado tudo cedo demais... Às vezes também penso que estas reações também podem acontecer aos 5 ou 6 anos... Vou experimentado, ele vai experimentado e vou vendo...


O que não tem mão minha é o gosto por cavalos. A primeira vez que se pôs em cima de um cavalo foi numa demonstração da GNR. Umas voltitas, nada de especial. No verão passado andou pela primeira vez a cavalo e este fim de semana repetiu umas 4 ou 5 vezes. (Tive mais medo eu lá em cima do que ele) Já queria um cavalo em casa e tudo... E não, não estou a pensar colocá-lo em aulas de equitação... Pelo menos enquanto o Senhor Fernando tiver a amabilidade de o ensinar. ; )

17.6.15

uma casa com alma

Com cheirinho a São João, aqui está o meu primeiro arranjo floral. :-) 

Flores e paredes com arte e história era algo a que me tinha proposto este ano para tornar a casa mais nossa. 



aceitar e seguir em frente


14.6.15

há domingos assim

De que são feitos os domingos? Os nossos são feitos de família e em família: a nossa ou as nossas.

O dia passa a correr. Não que estejamos sempre a correr de um lado para o outro, mas porque estamos a saborear os momentos do momento; estamos descontraidamente a contemplar os raios de sol que afinal quiseram abrilhantar o dia; estamos distraidamente a conversar sobre banalidades ou seriedades; estamos serenamente a sorrir ante as travessuras, as piadas e as anedotas; estamos desafogadamente a desfrutar de uma pausa; estamos a cantar os parabéns a você e a desejar a todos muitos, mas sobretudo bons anos de vida.

Há domingos assim: de família. Há domingos assim: de festa. Há domingos assim: de cumplicidade e amizade. Há domingos assim: de harmonia e paz. Há domingos assim: de intensa tranquilidade. 

12.6.15

podia (mas não era a mesma coisa)

    Lá está ela (eu) a pensar que vai mudar o mundo.


Podia ser diferente, mas sou assim: algo idealista. Podia ser de outra maneira? Podia, mas não era a mesma coisa. Posso não mudar o mundo, mas posso contribuir para que haja mudança. Enquanto houver vida, haja esperança.


da alma, com alma




28.5.15

uns pegajosos (é o que é)

Ficámos os três a suspirar, cada um para seu lado e à sua maneira, quando um está ausente por uns insignificantes 2 dias.

nem sempre o tamanho é o mais importante

Um pouco por todo o lado já se iam vendo cerejas à venda. E eu salivava. : ) Sou mais de cerejas do que de morangos, sem dúvida. Mas ia deixando passar... Até que há coisa de 15 dias, o marido cansado de me ver suspirar por cerejas decidiu parar para comprar algumas.

Espanholas? Perguntei eu. (Fiquei logo de pé atrás... É, tenho este preconceito! Acho que a fruta de lá apesar de bonita peca por falta de sabor...) Eram de um encarnado delicioso, o mesmo já não se disse do sabor.

Uns dias mais tarde, vieram cá parar umas cerejas muito pequeninas. De uns amigos que têm uma cerejeira. Foi de comer e chorar por mais. A estas o que lhes faltava em tamanho, sobrava em sabor!

Esta semana também nos estreámos nos mirtilos. ; ) Viva a primavera!

14.4.15

embeleza o armário (ou desfaço-me disto?)

Nunca fui de juntar muita tralha... Volta e meia lá tenho esta necessidade de reorganizar as gavetas, as prateleiras e os armários para ficar tudo em ordem... Estive umas quantas horas só a organizar roupas... Mas tenho planeado aplicar o mesmo processo a muitos compartimentos da casa... Chamem-me maluca, mas a confusão e o caos exterior têm um efeito negativo na minha cabeça. Gosto das coisas no sítio e de saber o sítio das coisas. 


10.4.15

coisas que valem a pena

- Onde é isso?
- Oh, é ali ao lado de casa...

O diálogo é fictício, mas bem que podia ser verdade. É certo e sabido que não há pior turista que o habitante da sua cidade (copy paste de algum sítio já não me recordo de onde).

Viajar (=mover-se, mexer-se, sair da zona de conforto, confrontar-se, inquietar-se)
Viajar (=conhecer, olhar, cheirar, tocar, ouvir, sentir, experimentar, descobrir...)
A mil, dois mil kms de distância ou a 200 mts.

Todos os anos ir, pelo menos, a um lugar diferente! 

tivesse eu a sabedoria para saber quando falar e quando calar

O homem tem necessidade de comunicar... blábláblá...
Uns falam pelos cotovelos... Outros é preciso um alicate para lhes arrancar meia dúzia de coisas... Já pertenci ao segundo grupo, agora estou algures entre o primeiro e o segundo. As circunstâncias, a companhia e o meu estado de espírito ditam a minha predisposição para dialogar.

Se falamos muito corremos o risco de ser classificados como umas gralhas, uns fala-barato. Se calamos corremos o risco de nos rotularem de tímidos (na melhor das hipóteses).  inevitável e impossível escapar a este processo de rotulagem...]

O blábláblá ajuda a estabelecer relações, criar laços, empatia... O senão é que também gera muita confusão, muito atropelo.

Tivesse eu a sabedoria para saber quando falar e quando calar. A work in progress!




cosmos, energias e pensamentos positivos

Se toda a ação desencadeia uma reação então não será muito difícil acreditar que manter um pensamento e uma atitude positiva irá trazer-nos a curto, médio ou longo prazo benefícios.

Tenho tentado cultivar essa forma de estar na vida e tenho sentido em primeira mão a dificuldade que é. No entanto, constato que me faz muito melhor. Sempre que sentimentos ou pensamentos carregados de raiva, angústia, desespero ou inveja afloram tento "dominá-los, afastá-los e substituí-los", caso contrário acabo eu por ser a dominada e tudo isso cria mal-estar e fico agrilhoada a eles incapaz de andar para a frente. Por outro lado, acho que não são boas fontes de combustão para que façamos algo na nossa vida. A razão que nos faz andar nunca deve ser para ser melhor que ninguém ou nos dias de hoje ter mais que alguém, mas sim para responder às minhas necessidades pessoais enquanto pessoa. Tenho para mim que quando nos deixamos dominar por pensamentos e sentimentos negativos algo não está bem connosco e é para nós que devemos olhar, bem lá para dentro, e não para os outros.

Ser capaz de manter uma atitude positiva significa para mim tentar que acontecimentos menos bons tenham o menor impacto possível em mim e não me causem desgastes excessivos. Aprender com isso, crescer com isso, mas não guardar isso nem no coração, nem na mente. 

7.4.15

É oficial!

Declaro reaberta a temporada de caminhadas em família ao entardecer, domingos e feriados! (Sempre que a vontade o permita, essa é que é essa) E não, não é pela operação biquíni (SÓ!). Não sei como (acho que sim, é a falta de pachorra para estar ali a torrar... sou a típica branquelas que para ficar um bocadinho morena tem de ficar muito vermelha primeiro) mas quase todos os anos acabo por quase nem lhe sentir o gosto ao calor tórrido, nem à areia escaldante... Pernas que mais parecem dois círios é o que é! Já para não falar de muitas outras misérias. As nossas queridas amigas: a dona celulite, as senhoras estrias, a caríssima flacidez... Não sei como é que a conversa veio parar aqui... (Ou talvez sim! É a típica conversa de gaja com o aproximar-se do verão) É como falar com alguém que tem filhos (tipo eu) mais tarde ou mais cedo a conversa vai parar às fraldas, aos ranhos, aos achaques (nossos e deles). Há coisas que nunca mudam. E isso, às vezes, é reconfortante!